diary pages #51


Hi teddy bears,
O que relatei na última vez que vos escrevi, voltou a acontecer. Foi na sexta-feira passada, tinha teste de matemática na última aula da manhã. Hora após hora fui-me enervando cada vez mais com coisas fúteis  parecia que nada me corria bem, sentia tudo e todos contra mim, e ia pensando que isso seria um sinal de que o teste correria mal. Ia começar a chorar antes do teste, mas consegui aguentar-me. Respirei fundo e lá fui e, no final, até acabou por correr bem. Um facto é que, este ano, cada vez que tenho teste de matemática estudo o dobro ou o triplo do que estudava, tento fazer todos os exercicios que posso fazer, e faço os máximos para que tudo corra bem. Faço o teste tranquilamente, no final até o consigo rever calmamente fazendo todas as perguntas de duas maneiras diferentes. Mas este ano tem de ser assim! Preciso de acabar o ano com 20, sabem? Sim, até pode ser um pouco para sentir o ego em alta, mas não é só. Se não tiver 20, estes esforços foram em vão. Porque poderia esforçar-me muito menos e contentar-me com um 18, o que manteria a média que tenho de 10º e 11º. Mas eu quero subir essa média! E, se o quero fazer, tenho necessariamente de tirar 20! É um objetivo de vida, e terá de ser cumprido, nem que tenha de correr todos os exercicios que houverem para serem resolvidos. Mas deixando a escola...
O Peter foi para a Polónia no sábado de madrugada. Não consegui deixar de pensar nas conversas que tivemos quando ele decidiu ir. Já fez mais de um ano, mas lembro-me tão bem. Lembro-me dos meus receios, de tentar impedi-lo de ir, pois queria que ele estivesse aqui, comigo. Queria porque, para além de ser um afastamento de uma semana, iria fazer-me estar sem ele no dia de uma festa aqui da cidade (que é a festa mais esperada do ano por parte dos jovens) e provavelmente não estaria com ele no dia do seu aniversário. Mas agora pensar nisso já não tem sentido. Já nada faz sentido. Mas eu penso, e é dificil. De tanto pensar, acabei por sonhar com ele nessa noite. Sonhei que tinha ido vê-lo jogar futsal e que, quando entrou em campo e me viu, ele sorriu para mim. No final, ele veio ter comigo e sentou-se ao meu lado. Parecia tão real. Eu sentia borboletas na barriga, sentia arrepios, sentia tudo o que havia para sentir quando estamos apaixonadas. Depois encostamos as nossas cabeças, quase com os lábios encostados, enquanto ele me sussurrava algo como "agora não posso" ou "é tarde demais". Recordo-me de ter lutado bastante para não o beijar. E, no fim, acabei por deixá-lo ir, como o fiz quando a nossa relação terminou. E esta semana tem sido dura, mais do que o normal. Não por ele estar longe fisicamente, mas por sentir cada vez mais que ele está longe emocionalmente. Magoa. Magoa muito!
With affection,
mary anne 

5 sweets:

{ α ♥ } | quarta-feira, 28 novembro, 2012 disse...

oh , eu quero tanto saber como é . como se esquece uma das pessoas que mais nos fez feliz . como se esquece todas as promessas que essa pessoa não cumpriu , e todos os momentos que ficaram para trás :c

{ Filipa } | quarta-feira, 28 novembro, 2012 disse...

Obrigada querida! :')

{ cher } | quarta-feira, 28 novembro, 2012 disse...

a ti e a mim, esperemos que sim!

{ inês geraldes } | quinta-feira, 29 novembro, 2012 disse...

eu sei o que isso é, mas tenta descontrair um bocadinho. eu era assim e tentei melhorar.

{ inês geraldes } | quarta-feira, 05 dezembro, 2012 disse...

se não acreditares nisso, vais acreditar em quê? no lado negativo? só te faz mal.

 

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